Manaus encerrou a edição 2026 da NN Logística consolidando-se como o principal polo de articulação da indústria fluvial na América Latina. Realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, o evento reuniu mais de 9 mil visitantes e gerou cerca de R$ 520 milhões em acordos comerciais, segundo os organizadores.
Mais do que números expressivos, a feira se destacou por reunir atores de todas as esferas — governo federal, agências reguladoras, operadores logísticos, indústria naval, estaleiros, multinacionais, estudantes, universidades e entidades setoriais — em torno de uma agenda estratégica para o futuro da navegação interior e da infraestrutura logística brasileira.
Para o organizador da Feira, David Semeghini, o resultado reflete a maturidade do setor e o papel crescente da região Norte no cenário nacional.
“O evento superou todas as expectativas, tanto em visitantes quanto em geração de negócios. Tivemos grandes debates, conexões relevantes e mais de R$ 520 milhões em vendas. Manaus é o coração do Arco Norte, e a tendência é crescer cada vez mais, trazendo tecnologia e empresas para a região”, afirma.
A próxima edição ocorrerá em abril de 2027, novamente em Manaus, com expectativa de expansão.
Avanços concretos e consenso do setor
No campo institucional e estratégico, os Diálogos Hidroviáveis que trouxeram à Manaus autoridades e especialistas no setor, apontaram consensos importantes para o desenvolvimento da logística nacional, especialmente no eixo hidroviário.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (ADECON), Adalberto Tokarski, o evento consolidou diretrizes claras para o setor.
“O principal consenso é a necessidade de políticas públicas mais estruturadas, com maior participação da iniciativa privada e comunicação mais próxima com a sociedade. A concessão de hidrovias é essencial para garantir navegação segura durante 365 dias por ano e 24 horas por dia, reduzindo custos logísticos.”
Tokarski também destacou o avanço da indústria naval, impulsionado por investimentos do Fundo da Marinha Mercante:
“Foram aprovados R$ 80 bilhões, com cerca de R$ 16 bilhões já aplicados, o que representa um crescimento superior a 1.000% em relação ao período anterior. No Amazonas, estaleiros ampliaram em mais de 300% sua força de trabalho qualificada.”
O presidente da ADECON também destacou a evolução de projetos estruturantes, como outro ponto relevante dos Diálogos Hidroviáveis, temário da NN Logística 2026.
“O DNIT já possui projetos e recursos para dragagem nas principais hidrovias da Amazônia. Além disso, o terminal da Manaus Moderna avança, com perspectiva de concessão à iniciativa privada, o que é fundamental para atender a população e melhorar a logística local.”
Indústria aquecida e crescimento dos estaleiros
O aquecimento da demanda por embarcações também foi destacado como fator determinante para o sucesso da feira.
“O aumento das encomendas de embarcações fluviais tem sido decisivo. O nível de ociosidade dos estaleiros nunca foi tão baixo, o que demonstra a força e o momento positivo da indústria naval na região.”, avalia a diretora da NN Logística, Rosângela Vieira.
Expansão da feira e protagonismo do setor
A evolução da NN Logística acompanha o crescimento do próprio setor. De acordo com o diretor, Marcos Godoy Perez, a edição 2026 marcou um salto relevante.
“A feira cresceu consistentemente desde a primeira edição, mas este ano avançou de forma significativa, com ampliação de 30% da área de exposição. Recebemos mais de 9 mil visitantes e geramos R$ 520 milhões em negócios. Isso comprova a robustez da indústria naval fluvial da região Norte.”
Ele também projeta expansão para os próximos anos.
“Para 2027, esperamos alcançar uma nova marca. Já temos renovações de contrato, pedidos de ampliação de estandes e interesse de empresas que hoje participam como visitantes.”
A NN Logística é hoje a principal plataforma de negócios e debates da indústria fluvial na América Latina.
“Ao reunir investimento, inovação, política pública e articulação institucional em um único ambiente, a feira reforça o protagonismo da Amazônia no futuro da logística brasileira e projeta Manaus como um dos principais hubs do setor no continente. Com nova edição já confirmada para 2027, o evento avança para um novo ciclo de crescimento, ampliando sua relevância nacional e internacional”, aposta David Semeghini.
Crédito das fotos: IP Focos Media /Divulgação



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